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porque de repente me lembrei...

Às vezes, no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado, juntando
o antes, o agora e o depois
por que você me deixa tão solto?
por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho!

Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus segredos e planos secretos
só abro pra você mais ninguém
por que você me esquece e some?
e se eu me interessar por alguém?
e se ela, de repente, me ganha?

Quando a gente gosta
é claro que a gente cuida
fala que me ama
só que é da boca pra fora
ou você me engana
ou não está madura
onde está você agora?

Sozinho_Peninha (mas gosto mais da versão de Caetano...)

leva-me a sonhar...

São de veludo as palavras
Daquele que finge que ama
Ao desengano levo a vida
A sorte a mim já não me chama

Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão mal tratado
Já nem chorar me traz consolo
Resta-me só o triste fado

A gente vive na mentira
Já não dá conta do que sente
Antes sozinha toda a vida
Que ter um coração que mente

Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão mal tratado
Já nem chorar me traz consolo
Resta-me só o triste fado

pecado capital_parte I


A inveja é um sentimento muito feio
Mete na cabeça que não estou aqui a competir num torneio
Não é andar aos empurrões para ver quem chega primeiro
É ser verdadeiro, não é imitar o que vês na tv o dia inteiro
Não é por eu ter contrato , que és mais real do que eu
Tu não sabes nem metade do que já me aconteceu
(...)
Se pensas que para chamar a minha atenção tens q falar mal de mim
Enganas-te outra vez porque eu não funciono outra vez

hip hop (sou eu és tu)



vingança



"... ato lesivo, praticado em nome próprio ou alheio, por alguém que foi real foi presumidamente ofendido ou lesado, em represália contra aquele que é ou seria o causador desse dano."
wiki


Definição simplista de um sentimento complexo que, a meu ver, está cada vez mais presente nas relações humanas. Parece que existe sempre uma razão para nos vingarmos dos outros. Parece que não vivemos sem as pequenas e idiotas vitórias sobre aqueles com quem convivemos diariamente. Parece uma luta de crianças para ver quem tem o melhor brinquedo, ou a camisola mais gira, ou mesmo o melhor amigo. Assim caminhamos nós para um ciclo vicioso do qual não conseguimos (e muitas vezes, que nem queremos) sair. Viciamos o jogo das relações humanas. Minamos as relações. Desfazemos laços.

Vejo-me nos últimos tempos, com pequenos rasgos de vontade de vingar atitudes e palavras que me ferem e entristecem: tu és cruel comigo, e logo a seguir eu consigo sê-lo ainda mais contigo...

Quando terminará este perigoso jogo? Quando estivermos tão sós que nem a nós próprios nos temos?

coração cravado...

quantas e quantas vezes meu coração será, mais uma vez cravado??

quantas e quantas vezes mais, ouvirei mentiras??

quantas e quantas vezes mais, acreditarei no que ouço??

quantas e quantas vezes mais, quebrarão meus sonhos??

quantas vezes vou cair e ao levantar, cair de novo??

será que vai ser até o meu coração estar tão despedaçado que não possa mais ser dividido??

ou será até quando não sobrar mais nada dele??



dúvida....

"Se resistimos às nossas paixões, é mais pela fraqueza delas que pela nossa força"


será?

"Não choro as partes que estão para trás"

"Sinto mais do que preciso
Perco a voz ganho juízo
E quem fui eu não sou mais
Mudam gostos ganho peso
Perco medos e cabelo
E quem fui eu não sou mais"

Antes & Depois

por tudo e por nada...

é assim que me sinto nos últimos tempos...
um novo mundo abre-se e revela-se menos sedutor do que o pintei...
tu não estás por perto...
perco amigos e consolo outros...
o desespero apodera-se de mim...
e eu não sei como reagir...

desilusões...

Na vida, as coisas mais pequenas e aparentemente insignificantes, podem ter um efeito devastador em nós. Depois dos actos, as palavras. Poucas mas corrosivas, ecoam cá dentro e destroem o pouco que ainda nos resta. Sem sucesso, tentamos entender a sua proveniência. Mas após cada uma destas frustradas tentativas percebemos que nada percebemos. O bom senso diz-nos para não darmos importância, para desviar o olhar, para seguir em frente, para deixar para trás o que nos feriu. Mas a marca deixada, como se de uma agulha afiada se tratasse, fere-nos o coração e deixa-nos a sangrar… Estas últimas semanas senti-me assim. Triste, desapontada, ferida. Mas nos dias que se seguiram ao golpe a agulha tornou-se romba (ou terá sido o coração que se transformou em pedra?) Sempre defendi a lealdade para com aqueles de quem gosto. Muitas vezes afirmei a minha convicção de que acima de tudo ela tem de prevalecer. Continuo convicta disso mesmo. Sou assim com os outros. Valorizo quem é assim comigo. Não gosto de quezílias, muito menos de as criar. Não gosto de posições extremas nem de radicalizar ideias e vontades. Não gosto de criar maus ambientes e tudo faço para que os outros não sofram com os meus erros. Sabe, quem me é próximo, que guardo para mim os desgostos, tentando não afectar os que comigo convivem. Mas semanas como as que tenho vivido ultimamente não me permitem fingir tanto. Não permitem apaziguar a alma e consequentemente proporcionar grandes momentos. Tem vindo ao de cima o que de mais íntimo tenho.

Quero sair disto mais forte. Mais livre. Mais eu. Quero ser feliz. Não pretendo atingir a felicidade plena (até porque me parece que não existe…), mas quero a felicidade feita de pequenas felicidades. Quero a felicidade feita de outras pequenas coisas que me aquecem o coração. Valem-me, neste momento, as minhas criaturinhas. Aquelas que, todos os dias, me lembram porque não devo desistir e que trabalham melhor que qualquer anti-deprê!

o grande amor nem sempre é o príncipe encantado...

Foi naquela noite de lua cheia, debaixo de um céu estrelado e quente de Agosto que ela percebeu que a sua vida nunca mais ia ser como a conhecia até então.
A noite corria lenta… as pessoas arrastavam os pés pesado dos lautos jantares que as férias proporcionam… as ondas morriam lá longe na areia que um dia conheceria seu amor… e a lua, a mesma lua de sempre, presenciava a exultação dos dois corações.
O olhar parou extasiado ao descobrir, por entre a multidão, aquele vulto. O coração disparou e as pernas tremeram. Encontrava por fim o príncipe encantado? Era impossível naquele instante saber isso. Só mais tarde percebeu que aquela noite mudaria para sempre a sua percepção do mundo.

O tempo correu e reencontro deu-se. Como foram dias felizes os primeiros daquele Maio solarengo!! Com que alegria ela saltava da cama todas as manhas rumo a um novo dia cheio de paixão e romance!! Esse verão foi uma enchente de novos sentimentos, de novas certezas, de novas promessas… promessas que nunca passaram das cartas amorosas trocadas às escondidas, dos olhares e das conversas mudas… Como foram duros os meses seguintes, quando percebeu que para ser a sua mulher tinha de mudar tanto, que para o ter por inteiro tinha que dar muito mais do que podia! Esperou que tudo mudasse, mas foi em vão… as cartas e mensagens mandadas sem resposta, os telefonemas nunca atendidos (“ai filha ele agora não pode!! Liga mais tarde!!), os amigos que evitavam falar sobre o assunto porque sabiam muito mais…

Um dia, atirou tudo para trás e decidiu seguir em frente! A vida que tanto lhe tinha tirado dava agora um ar de sua graça e tentava compensá-la. Como dizia a música que não parava de tocar no compact-disc, comprado com os trocos amealhados durante anos: “e você chegou assim devagarinho/ entrou em minha vida sem pedir…”. Ela parecia sorrir de novo!! E durante meses esqueceu tudo… até aquele dia… aquela conversa trouxe a verdade verdadeira à tona e apesar, das confusões esclarecidas, dos pedidos de desculpa, ela percebeu que nunca mais ia amar assim… A lua cheia daquela noite de verão, tinha selado o seu coração, porque ela tinha encontrado o seu príncipe encantado… mas a dura realidade mostrou-se mais cruel e brutal, nessa noite de Novembro quando percebeu que o seu conto de fadas, jamais teria um final feliz…