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mudança de casa =)
Maria Sardinha cresceu. Depois dos primeiros passos tímidos e fantosiosos, vieram as primeiras estórias. Agora atinge-se a maioridade e sai-se da casa. Deixa-se o porto seguro onde tudo é certo e confortável e começa a aventura, num novo lar. Levo as fotografias, os sons, os cheiros de tudo o que até aqui se passou para não esquecer que o que sou a tudo isso se deve ;) seguirei caminhos desconhecidos, não deixando de recordar constantemente experiências, músicas, palavras...
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Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.
Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.
És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.
Fernando Pessoa (1931)
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precisa-se...
...de uma mãe ou pai de santo, padre, curandeiro, bruxa, o que for para me tirar este karma de cima! Alguém que me benza a mim e ao triaxial!
1 semana = 5 dias = 5 amostras = 5 falhanços
Puxa! É que tou fartinha! Não há uma que me saia direito! aaaaiiiiiii... :(
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"Murphy is right"
Bem razão tinham eles lá pelas américas em ter esta frase à entrada do laboratório... já não sei que mais me pode acontecer, mas tenho a certeza de que vai acontecer! E certamente será algo ainda pior... :s
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um dia vais perceber...
um dia vai ser tarde de mais... :(
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Enoturismo
Fiz e gostei muito! A experiência foi óptima, a companhia ainda melhor e mais uma vez o Alentejo não desiludiu! Depois de saciado o estômago e alma com o néctar precioso, Estremoz e Évora revelaram perante os nossos olhos extasiados, o brilho das suas casas caiadas de fresco e a imponência de outros tempos. Os pormenores arquitectónicos, a organização e perfeição da zona urbana, o passar lento do tempo pelas pedras molhadas, fizeram-nos desejar parar o relógio e dali não sair. Mas S.Pedro, muito zangado, apressou o regresso. Voltámos e de novo sinto que de lá não devia sair... Gosto mesmo desta zona do nosso país... ;-)
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HAPPY HOLIDAYS ;)
Foi à luz desta vela que se passou mais um Natal. Em torno de uma nova mesa, a família reuniu.
Depois das perdas sucessivas, os meus Natais foram ficando mais pobres... Mas tudo na natureza tem de encontrar um equilíbrio, e assim surgem ano após ano novas caras.
As novas presenças não substituem os que tanta falta fazem, no entanto, possibilitam uma nova e gostosa realidade!
Gosto de mesa e casa cheia! Gosto mesmo! :D
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mudanças...
As mil e uma mudanças de aspecto reflectem, de certa forma, a inconstância dos pensamentos... Sem razão aparente, os meus passos não seguem linearmente o trilho rumo ao objectivo... as pedras que vão aparecendo assemelham-se a rochas intransponíveis quando avistadas e só depois de ultrapassadas chego à conclusão que não passavam de gravilha...
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objectivo:
consequências: vontade de ir a koralm, de viajar no moglave e fixar metade do que se ouviu; "amigos" novos e antigos; tromba rija, portwine, cubo desfigurado; gatos, ácido de lima, azia; connect's; vontade de fazer muito mais, vontade de aprender mais, vontade de não sair deste rumo. Será possível?
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Prurigo Estrófulo...
....ou Líquen urticado ou ainda Urticária papulosa é uma erupção cutânea que ocorre por reacção de hipersensibilidade a picadas de hematógafos (dípteros como mosquitos, barracudos, mutucas, marium, etc e sifonápteros como a pulga) que, ao sugraem o sangue, deixam subtâncias (enzimas e mucopolissacarídeos) que provocam a sensibilização. A sua evolução é crónica, normalmente em surtos de duração variável de dias a semanas. Existe tratamento que, não acabando com o problema, nem a sua evolução natural, melhora os sintomas e as lesões deixadas pelo "coçamento" das áreas comichosas. Parece que isto é uma coisa da infância e, em alguns casos da adolescência, mas a mim toda a vida me "atacou". Descobri hoje, finalmente, o que me atormenta toda a santa mudança de estação!!! Não me resolve o problema, mas pelo menos posso dizer que sofro de Prurigo Estrófulo, que, convenhamos, é um nome pomposo de uma doença a ter!!! =)
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de regresso à minha meninice...
A vinda da mascote a Coimbra, foi razão mais do que válida para um passeio turístico pela cidade. O fim de semana foi passado a galgar as artérias principais do nosso cantinho. Uma vista muito geral pelos locais mais emblemáticos foi o bastante para uma primeira vez. Mas algo havia que não podia ficar por ver... Local de brincadeiras da minha infância (quando ainda não se pagava um balúrdio e lá podia ir quando queria...) o Portugal dos Pequenitos mais uma vez me deixou encantada! Amei ter voltado depois de tantos anos de ausência... Bigadinha Magui! ;-)
P.S. eu sei que nada escrevi ainda sobre "a" viagem, mas as recordações ainda se não organizaram convenientemente e não está fácil passar à escrita o que me enche a alma e o coração e me faz sonhar em voltar...
P.S. eu sei que nada escrevi ainda sobre "a" viagem, mas as recordações ainda se não organizaram convenientemente e não está fácil passar à escrita o que me enche a alma e o coração e me faz sonhar em voltar...
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deserto

Depois de 20 dias nas prateleiras das lojas, este livrinho chegou cá a casa. Com muitas expectativas, as 125 páginas foram devoradas num ápice. E o Sr. MST não defraudou em nada aquilo que dele esperava!!! Muito diferente do que nos mostrou nos seus últimos dois romances, mas de certa forma, muito próximo do que me fez apaixonar pela sua escrita, conseguiu transportar-me para o deserto. Não para aquela viagem, mas para uma, imaginária, onde sou eu a personagem principal...
Senti a areia no rosto, o calor dos dias e o frio das noites; vi claramente as estrelas, as dunas e os oásis. Senti a solidão do deserto e a angústia do regresso. Porque realmente há viagens sem volta. Viagens a locais onde ficou uma parte de nós. Viagens em tempos que não se repetem. Porque a vida é mesmo isso: um conjunto de viagens que faz de nós quem somos, que nos ajuda na viagem seguinte, que nos faz sofrer, recordar, rir... As viagens não têem de ser físicas para nos proporcionarem a experiência de sentir, ouvir, ver ou cheirar.
E agora, na euforia da partida para um mundo novo, parece que posso viver dias assim... O livro aguçou ainda mais o desejo de conhecer o ar Sahariano... Quero sentir o cheiro e ver a luz do deserto, esse deserto que durante tanto tempo invadiu o meu imaginário e que agora se torna cada vez mais real. Estou a dias de pisar solo árido e infértil mas ao mesmo tempo tão misterioso e encantador. Não sei o que me espera, mas a expectativa é imensa. Tenho noção que o conhecimento vai ser muito limitado, no entanto vou mudar de ares, de continente, vou sentir um calor diferente e vou, principalmente, absorver aquela tão diferente forma de vida. Não vai ser "A", mas decerteza "UMA" das viagens da minha vida!
Beijinhos quase egípcios ;)
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"malandrices" que a vida nos faz....
Desapareceu, fisicamente, ontem (dia 8), um dos marcos da minha infância.
Mesmo parecendo demasiado dramática, não deixo de reconhecer como este senhor foi uma presença constante na minha curta vida. Ora na tv, ora (e em mais número) no single que papai passava cuidadosamente no giradiscos cá de casa, os seus tiques e as suas gargalhadas contribuiram de forma intensa para a pessoa que sou hoje. O humor é uma parte de mim e preciso de uma boa gargalhada como preciso de águinha! E quando se trata de uma boa "piada" não há mal que me chegue! É gostoso pensar como ele conseguia prender a minha atenção, o meu respeito, a minha admiração, quando ainda catraia, pedia ao meu pai para ouvir o pequeno vinyl, que sempre me lembro de ver na estante! E ali ficava eu, o tempo que fosse, sem perceber as deixas maliciosas, mas rindo que nem uma perdida do som das estórias contadas a um público que se deleitava a cada frase! Sim, porque cada estória, se bem contada, tem o seu som. Ou, cada bom contador de estórias tem em seu poder uma gama de diferentes sons a aplicar no "sítio" certo, na altura certa. Hoje, ao ouvir novamente as rábulas antigas, com uma bagagem cultural jeitosa, rio-me (e muito!) do verdadeiro sentido escondido atrás dos gestos e dos olhares, das "piadas" acutilantes, do humor refinado, avançado para o seu tempo e sempre tão actual! Quantas vezes me deliciei (e ainda delicio) ao ver na caixinha mágica aquela figura tão terna (como alguém sabiamente disse há pouco)! Quanta pena tenho que não haja hoje em dia alguém que marque a "minha época" como ele marcou a sua... Porque humoristas há muitos e bons, mas um "one man show" como este, não...
Além dos seus trabalhos, que via ou ouvia, há ainda a presença real na "nossa" vida. Meus pais tiveram o privilégio de o conhecer pessoalmente e a história desse encontro é contada vezes sem conta nos serões saudosistas. Sabendo da minha admiração, papai ofereceu-me o dicionário de Inglês-Português onde se materializa esse encontro:
Mesmo parecendo demasiado dramática, não deixo de reconhecer como este senhor foi uma presença constante na minha curta vida. Ora na tv, ora (e em mais número) no single que papai passava cuidadosamente no giradiscos cá de casa, os seus tiques e as suas gargalhadas contribuiram de forma intensa para a pessoa que sou hoje. O humor é uma parte de mim e preciso de uma boa gargalhada como preciso de águinha! E quando se trata de uma boa "piada" não há mal que me chegue! É gostoso pensar como ele conseguia prender a minha atenção, o meu respeito, a minha admiração, quando ainda catraia, pedia ao meu pai para ouvir o pequeno vinyl, que sempre me lembro de ver na estante! E ali ficava eu, o tempo que fosse, sem perceber as deixas maliciosas, mas rindo que nem uma perdida do som das estórias contadas a um público que se deleitava a cada frase! Sim, porque cada estória, se bem contada, tem o seu som. Ou, cada bom contador de estórias tem em seu poder uma gama de diferentes sons a aplicar no "sítio" certo, na altura certa. Hoje, ao ouvir novamente as rábulas antigas, com uma bagagem cultural jeitosa, rio-me (e muito!) do verdadeiro sentido escondido atrás dos gestos e dos olhares, das "piadas" acutilantes, do humor refinado, avançado para o seu tempo e sempre tão actual! Quantas vezes me deliciei (e ainda delicio) ao ver na caixinha mágica aquela figura tão terna (como alguém sabiamente disse há pouco)! Quanta pena tenho que não haja hoje em dia alguém que marque a "minha época" como ele marcou a sua... Porque humoristas há muitos e bons, mas um "one man show" como este, não...
Além dos seus trabalhos, que via ou ouvia, há ainda a presença real na "nossa" vida. Meus pais tiveram o privilégio de o conhecer pessoalmente e a história desse encontro é contada vezes sem conta nos serões saudosistas. Sabendo da minha admiração, papai ofereceu-me o dicionário de Inglês-Português onde se materializa esse encontro:

Deste homem guardo, especialmente, a frase que resume a minha forma de levar a vida:
"Façam o favor de ser felizes!"
"Façam o favor de ser felizes!"
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vinha d'alhos
Realmente a melhor forma de preservar algo que se quer muito é em vinha de alhos! Nada mais agradável que longos minutos de boa conversa fiada numa noite quente de final de semana bem regados! Em local renovado (e bem!!!), com a companhia de sempre (e mais 2 "penetras") lá se foram mais 3 garrafinhas!!! Servidas em equipamento especial, mas ainda desadequados recipientes, surtiram exactamente o mesmo efeito: preservam de forma inolvidável a "gostosura" destes momentos! Como uma "coisa" tão simples faz de mim uma pessoa tão feliz... sim, a felicidade está nas pequnas coisas... ;)
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desabafo...
O corpo, seco por noites mal dormidas, reclama a falta dos vícios impostos pela queima. A mente, adormecida pela euforia e pelo extâse, não reconhece os números e procedimentos tão rotineiros. Não está fácil o regresso e passados tantos dias ainda sinto na pele e na alma momentos passados. A falta deles por perto durante momentos cruciais perturba o meu mundo e faz-me tomar realmente consciência de que nada é como já foi.
Em mais um rescaldo, sinto que aqui já não pertenço e que ao mesmo tempo ainda ali não cheguei... A vontade confude-se com a realidade e torna-se árduo o trabalho de não voar com os sonhos. Talvez o aproximar de mais uma etapa decisiva, prenda os pés ao chão e permita que se torne claro que há males maiores...
P.S. - E já só faltam 365... :)
Em mais um rescaldo, sinto que aqui já não pertenço e que ao mesmo tempo ainda ali não cheguei... A vontade confude-se com a realidade e torna-se árduo o trabalho de não voar com os sonhos. Talvez o aproximar de mais uma etapa decisiva, prenda os pés ao chão e permita que se torne claro que há males maiores...
P.S. - E já só faltam 365... :)
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